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SRM: o novo papel das redes sociais

19 de julho de 2011 10:22

As redes sociais extrapolarão o seu verdadeiro conceito, e se transformarão no principal canal de comunicação entre empresas e consumidores. É um movimento em dois sentidos – de dentro para fora e vice-versa.

Ou seja, o que começou com uma forma de manifestação positiva ou negativa sobre um produto, serviço ou companhia, já se irradia não mais como uma tendência, mas como realidade.

Será uma mudança em todo o segmento de CRMs, e na esteira desse novo cenário da relação entre os dois lados do balcão, logo surgirão os SRM, ou “Social Relationship Management”, ao invés do antigo e mofado CRM.

O SRM tratará muito mais do que guardar dados e enviar um cartão de aniversário. Tratará da interação social entre empresa e consumidor. Chamar SRM de novo CRM será como chamar um iPhone de celular. 

O grande problema do uso do CRM é o hábito. As pessoas da empresa não o utilizam porque não têm o hábito do cadastramento de informações no software, porém, com mídias sociais é diferente. Os próprios usuários registrarão seus dados em um Facebook ou outra rede qualquer, bastando, então, o software pegar esses dados e tratá-los.

O SRM será o que os CRM não são (mas deveriam ser): interativos. Como se relacionar com o mercado e ainda ter a pretensão de gerenciar esse relacionamento sem ser interativo? 

Um SRM faz muito sentido. Só não entendo porque não apareceu nenhum player nesse setor para tomar a dianteira e a liderança. Existem alguns candidatos mais fortes que podem entrar nesse jogo, em um curto espaço de tempo.

Salesforce – Sua participação poderá dar-se por meio da compra de outras empresas – como já tem feito – e por meio de abertura de bibliotecas (APIs), como também tem feito. Provavelmente irá trabalhar fazendo alguma integração com Google+ e Facebook, uma vez que é uma empresa “isenta” da briga de gigantes. 

Google – Poderá integrar uma ferramenta empresarial em sua Google Apps por meio de compra de alguma empresa menor (provavelmente indiana).

Facebook – Talvez possa entrar nessa, se ele seguir o caminho do Google, de oferecer ferramentas para empresas. Este caso parece ser o menos provável.

Acredito que há espaço para um player global entrar no mercado corporativo, mas existem poucas empresas que se posicionaram nesse nicho, que tem bastante espaço para ser explorado. O Yammer é um ótimo exemplo.

Quem se habilita a criar uma ferramenta dessas e ficar bilionário?

  • Adriele Marchesini
  • Sandro Augusto Silva

    Conrado, também compartilho esta, digamos, preocupação.
    Envio pequeno artigo que escrevi e que encontra-se em no Linkedin: Grupo Empresa Colaborativa Multidisciplinar.

    CRM SOCIAL – NOVO PARADIGMA 

    No último mês, desisti de comprar no mínimo 03 Produtos de Marcas conhecidas (01 netbook, 01 Celular e 01 GPS), sabem porque? – Antes de comprar, dei uma passada no reclamão.com.br, reclame aqui.com.br e alguns Fóruns… 
    Bom, as reclamações eram tantas e as opiniões sobre os Produtos/Marcas parecerem-me coerentes e acabei por não comprar as determinadas Marcas. 
    Depois, de súbito em meio a uma Reunião, veio-me a idéia de escrever este pequeno artigo, abstraindo e linkando algumas importantes informações que afetam Vendedores, Marketing, Consumidor, Marca, Produtos, Softwares e Empresas. Falo do CRM e mensurações. 
    Esta conhecida e essencial Ferramenta de Gestão de Relacionamento com o Cliente já nos é familiar no meio Empresarial e continua a conquistar território no mundo Corporativo e já está mais que na hora de ele ter subsídios que contemplem as Redes Sociais, pois o monitoramento (melhor que fosse em tempo real) sobre o que os Internautas falam sobre as Marcas/Produtos é altamente relevante e pode evitar a queima da Marca junto aos Consumidores, além de auxiliar campanhas de Marketing, de Approach ao Cliente, resolução de Reclamações, etc. Atualmente as Redes Sociais exercem função de pressão sobre a mudança de foco das Corporações em relação ao seu Faturamento e lançamento de Novos Produtos/Serviços. 
    Mais do que nunca nosso velho conhecido e acertado ditado: “o Cliente sempre tem Razão” (obviamente não porque ele tem o Capital) está na vitrine e vitrine sendo de vidro deve receber toda a atenção possível. Imaginem comigo as possibilidades! Vai um monitoramento da Concorrência aí? Ei, Departamento de Ergonomia, estão atentos? Que maravilha ter os Clientes dizendo para a Empresa o que desejam que seja melhorado e apontando equívocos nos Produtos/Serviços!
    O CRM tradicional deve urgentemente então incorporar funções e ter um “módulo” Social, ou um CRM SOCIAL completo deve ser desenvolvido. E em minha opinião, melhor que seja Open Source. Será um divisor de bytes. Já vejo as Empresas com os Relatórios na mão. Integrar o CRM com as Redes Sociais será desafiador e altamente útil para ambos os principais dois lados: Empresa x Consumidor. Benefício puro e Eticamente coreto, além de questão de sobrevivência em Mercado altamente competitivo. 
    O que já de dificuldades no desenvolvimento do CRM SOCIAL? Bom, a princípio tudo que envolva a volatilidade e desencanto do Cliente, em outras palavras; tudo o que ele fala, posta, baixa, compartilha nas Redes Sociais, onde está geograficamente, o que lê… Então de fácil não tem nada, afinal, combinar estas de demais variáveis é a parte divertida (espero que principalmente para os desenvolvedores de TI), assim digamos e essencial. Refinar os esforços do Marketing e mapear Clientes será o diferencial máximo inicial do CRM SOCIAL. O Mercado certamente está ávido por esta Ferramenta, há demanda, demais Softwares serão influenciados em cadeia e teremos uma Revolução mercadológica, nestes contextos todos envolvidos e algumas demais ressignificações da relação geral em questão. 
    Um bom incentivo é que o Brasil é considerado o País mais sociável do mundo. A começar pelo número de contatos nas Redes Sociais. Segundo o Ibope NetRatings, mais de 80% dos internautas têm perfil em redes sociais. No Windows Live Messenger também somos o maiores do mundo, ainda, dentre dezenas de outras, destaco o Linkedin, Facebook, Twitter e o recém chegado Google+ e o próprio Google como motor de busca pode ser considerado uma imensa Rede Social, pois gera milhões de informações diariamente e decifrar estes códigos é o desafio do momento, antecipando-se às contingências vindouras. 
    A Web 3.0 já é realidade, o CRM SOCIAL deve acompanhar esta importante mudança de paradigma e dentro de alguns poucos anos, estará disponível “nas melhores Casas do ramo”, encantando Clientes e reciclando Empresas e Relacionamentos e tornando-se uma Ferramenta aprimorada, mais confiável e consistente, culminando em uma otimização do Atendimento ao Cliente que resultará na superação de mais uma etapa da Evolução dos Bytes. 
    Sinceramente, o cruzamento de dados dos Clientes-Internatutas-Consumidores merece uma atenção mais objetiva e urgente, por parte das Empresas-Produtoras-Servidoras. 
    Observação: Brasa para meu assado. 
    Artigo inspirado principalmente na Sociologia, Teoria dos Sistemas. 
    Referência inicial, além da observação do autor: Niklas Luhmann. 
    Texto de Domínio Público. Divulguem citando a Fonte. 
    Obrigado a todos!

Sobre Conrado Adolpho

Conrado Adolpho é professor da ESPM, fundador da Agência Publiweb e especialista em marketing digital. É também autor dos livros “Os 8Ps do Marketing Digital” e “Google Marketing – O Guia Definitivo do Marketing Digital”, além de criador da metodologia 8 Ps do Marketing Digital, utilizada em várias faculdades, agências e empresas de todo o Brasil.

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