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As redes sociais extrapolarão o seu verdadeiro conceito, e se transformarão no principal canal de comunicação entre empresas e consumidores. É um movimento em dois sentidos – de dentro para fora e vice-versa.
Ou seja, o que começou com uma forma de manifestação positiva ou negativa sobre um produto, serviço ou companhia, já se irradia não mais como uma tendência, mas como realidade.
Será uma mudança em todo o segmento de CRMs, e na esteira desse novo cenário da relação entre os dois lados do balcão, logo surgirão os SRM, ou “Social Relationship Management”, ao invés do antigo e mofado CRM.
O SRM tratará muito mais do que guardar dados e enviar um cartão de aniversário. Tratará da interação social entre empresa e consumidor. Chamar SRM de novo CRM será como chamar um iPhone de celular.
O grande problema do uso do CRM é o hábito. As pessoas da empresa não o utilizam porque não têm o hábito do cadastramento de informações no software, porém, com mídias sociais é diferente. Os próprios usuários registrarão seus dados em um Facebook ou outra rede qualquer, bastando, então, o software pegar esses dados e tratá-los.
O SRM será o que os CRM não são (mas deveriam ser): interativos. Como se relacionar com o mercado e ainda ter a pretensão de gerenciar esse relacionamento sem ser interativo?
Um SRM faz muito sentido. Só não entendo porque não apareceu nenhum player nesse setor para tomar a dianteira e a liderança. Existem alguns candidatos mais fortes que podem entrar nesse jogo, em um curto espaço de tempo.
Salesforce – Sua participação poderá dar-se por meio da compra de outras empresas – como já tem feito – e por meio de abertura de bibliotecas (APIs), como também tem feito. Provavelmente irá trabalhar fazendo alguma integração com Google+ e Facebook, uma vez que é uma empresa “isenta” da briga de gigantes.
Google – Poderá integrar uma ferramenta empresarial em sua Google Apps por meio de compra de alguma empresa menor (provavelmente indiana).
Facebook – Talvez possa entrar nessa, se ele seguir o caminho do Google, de oferecer ferramentas para empresas. Este caso parece ser o menos provável.
Acredito que há espaço para um player global entrar no mercado corporativo, mas existem poucas empresas que se posicionaram nesse nicho, que tem bastante espaço para ser explorado. O Yammer é um ótimo exemplo.
Quem se habilita a criar uma ferramenta dessas e ficar bilionário?
Conrado Adolpho é professor da ESPM, fundador da Agência Publiweb e especialista em marketing digital. É também autor dos livros “Os 8Ps do Marketing Digital” e “Google Marketing – O Guia Definitivo do Marketing Digital”, além de criador da metodologia 8 Ps do Marketing Digital, utilizada em várias faculdades, agências e empresas de todo o Brasil.
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