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Por Flavio Carvalho
Muito se tem falado recentemente a respeito de leis antipirataria que tramitam na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos. Na Câmara tramita o SOPA, ou Stop Online Piracy Act que busca impedir o acesso de cidadãos americanos a sites de download ilegal de arquivos, sobretudo os situados fora do país, sobre os quais não incide a legislação americana. Já no Senado tramita o PIPA ou Protect IP Act, com objetivos similares ao SOPA, mas obrigando os provedores de internet e os mecanismos de busca a bloquear o acesso às páginas ilegais.

O movimento é válido, algo precisa realmente ocorrer para frear o furto de propriedade intelectual americana gerado por sites que distribuem conteúdo ilegalmente, lucrando muito às custas de quem investe e produz o material, americanos em sua maioria. Vimos há pouco o roliço proprietário do site megaupload.com ser preso em sua mansão na Nova Zelândia, aliás chamada de Dotcom Mansion.
Assim sendo, deixo claro que concordo que algo precise ser feito para identificar e punir este tipo de delito. Só que não podemos tolerar a censura. Que a ação passe por intensificar as parcerias com outras nações, modernizar a legislação (e influenciar que outros países modernizem as suas) e desenvolver métodos de rápida identificação e denúncia de cybercriminosos, ok. Mas nunca, NUNCA, pela via da censura. Bloquear acesso a sites, obrigar provedores e motores de busca a filtros, isso mais se assemelha ao que a China faz, por exemplo. Isso não é a América. Não é a Internet.
Isso posto, acho válidos os protestos como os que a Wikipedia fez ao tirar seu site do ar por um dia ou o que o Google fez ao colocar a tarja preta em sua home, mas nunca, NUNCA, toleraremos o hackativismo. O que o Anonymous faz, atacando com negação de serviço sites ligados à indústria fonográfica ou a Hollywood em nada contribui. Além de tecnicamente medíocres, são infantis, inúteis, tolos.
Não toleramos a censura por definição mas se há algo que realmente merece tal tratamento este responde pela alcunha de hackativismo, representados pelos adolescentes do Anonymous, LulzSec e afins.
Leia mais sobre os ataques do Anonymous e LulzSec aqui.
Flavio Carvalho é Diretor de Serviços da Arcon
Formado em engenharia elétrica com ênfase em sistemas e computação pela Uerj e em Gestão de Negócios pela Universidade Anhembi Morumbi, Flávio Carvalho é Diretor de Serviços da Arcon Serviços Gerenciados de Segurança. Sua trajetória profissional inclui atuações na Webb Negócios, .comDominio Soluções em Tecnologia e Dominal.com, sempre assumindo cargos ligados a operação e tecnologia. Neste espaço, comentará segurança - ou insegurança - da informação
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