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As redes 3G mal foram implantadas e as operadoras já se vêem obrigadas a aumentar a capacidade de tráfego.
As alternativas vão de enfrentar o 4G – melhor definido como LTE da sigla em inglês Long Term Evolution, à desacreditada tecnologia WiMax.
O LTE foi concebido para manter a compatibilidade com o GSM e o HSPA, essa tecnologia permite que os operadores móveis possam realizar a transição para a tecnologia LTE sem descontinuidade de serviço nas redes já existentes.
Já o WiMax, mesmo com anos de vantagem, visto que está em operação ao menos desde 2003 no Brasil, vem sendo destinado para aplicações de nicho. O principal fator é que não há uma demanda tão forte de terminais com essa tecnologia, capaz de torná-los realmente competitivos e com potencial de massa.
O que com certeza ocorrerá com a implantação do LTE, transição natural das redes móveis, é a tendência em criar demanda para grande volume de terminais, tornando-os conseqüentemente competitivos.
Ainda há muito por fazer em termos de implantação dessa rede 3G que se iniciou praticamente entre meados de 2007 e 2008, além disso, investiu-se muito na possibilidade e terminais para vídeo chamada, serviço que na prática não teve a aderência esperada por parte dos usuários.
O 3G te permite que os usuários naveguem na internet, compartilhem suas redes sociais e assistam vídeos no youtube, tudo isso com velocidade máxima de download de 1Mbps, já o 4G pretende suportar um número maior de protocolos utilizados via internet, além de ser de 4 a 100 vezes, mais veloz que a rede 3G , esse incremento permitirá o uso simultâneo de voz, jogos com acesso a internet e serviços multimídia via streaming.
Algumas aplicações pontuais com LTE já estão em andamento ou em piloto em algumas operadoras, motivados pelos eventos esportivos de 2014 e 2016, principalmente pela necessidade de banda em aplicações ligadas a segurança pública.
Mas a questão que eu coloco neste artigo não é o quanto o usuário está interessado, e nem no beneficio que a evolução das redes e o aumento da capacidade trará para os usuários, o ponto quando as operadoras que vão investir em novas redes oferecer mais banda para os usuários.
Os investimentos ainda não estão amortizados e diversos usuários ainda não possuem smartphones que possibilitem o uso massivo desse tráfego de dados.
Eu temo que no Brasil ainda leve vários anos para utilizarmos essa tecnologia de forma ampla e massificada.
E você como usuário, sente falta de mais banda no seu terminal de celular? Compartilhe conosco a sua opinião.
Nadia Gasparotto é engenheira especialista em gestão empresarial com mais de dez anos de experiência dedicados ao mercado de Telecomunicações e Tecnologia da Informação. Atualmente está à frente da equipe de Telecomunicações da Urmet Daruma. “Aqui no blog trataremos de assuntos diretamente ligados a Telecom. Minha proposta é convidar os leitores a interagirem com o espaço”, disse. Nesta coluna, falará sobre o mercado de telecom e o dia a dia
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