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Quando falamos em mobilidade podemos nos lembrar de várias coisas, porém, o automóvel talvez seja a invenção moderna que mais nos remete a ser móvel. Na verdade isso não se aplica ao trânsito da maioria das capitais brasileiras, mas, na sua essência, nada mais móbile do que um automóvel. Somando-se a isso, nos últimos meses estou impressionado com a adoção da tecnologia pela indústria automotiva. E isso me remete a um trecho do livro “Software Embarcado: A Nova Era da Informática”, de Cesar Taurion. Nesta obra, o autor afirma que: “… as montadoras de automóveis esperam que dentro de alguns anos, os carros saiam de fábrica com cerca de 100 milhões de linha de código …”. Eu li este livro em 2007 e, acho que essas 100 milhões de linhas já foram batidas há algum tempo. Devido a este fato crescente vou relatar algumas das mais recentes notícias que li a respeito, que mostram o nível de tecnologia embarcada que os automóveis possuem atualmente. O leitor já imaginou um carro que detecta a fadiga do motorista e pode até massageá-lo? Bem, isso já existe, apenas para uma pequena parcela de afortunados, porém, já existe no Novo Passat. Este carro possui assentos climatizados, com ventilação e massagem para os passageiros da frente. Como dito anteriormente, esta máquina pode detectar o cansaço do piloto, quando isso acontece, o sistema manda vibrações ao volante e emite sinais sonoros, além disso, recomenda ao condutor que pare o veículo. E não para por aí, o bagageiro é aberto através de sensores que percebem que o motorista está movimentando-se perto da traseira do veículo, quando o mesmo possui a chave consigo. E falando em sensores, a Ferrari anunciou que está desenvolvendo um sistema que pode ler a mente do condutor. Entre os sensores do sistema, há os que medem a respiração, a pressão sanguínea e a freqüência cardíaca do motorista, e uma câmera que fixa seus olhos, medindo seu estado de atenção. A lista continua com sensores que monitoram a atividade elétrica no cérebro, temperatura corporal e o grau de transpiração da pele. Tudo isso estaria instalado no teto, no painel, no volante e no banco do motorista. E a notícia mais recentemente, publicada neste mês de Fevereiro, dá conta de que a BMW pretende criar um sistema de pagamento embarcado na chave de seus carros. Isso mesmo? Um móbile payment bem interessante não? A idéia básica é acoplar o NFC (Nier Field Communication) nas chaves. O sistema já permite, inclusive, a reserva em hotéis e a compra de tickets de trem. Também podemos falar sobre os aplicativos para smartphones que habilitam o controle parcial de seu carro. Recentemente um inventor chinês conseguiu criar um sistema que controla uma BMW 1 hatch apenas com um Nokia C7, trabalhando 20 dias encima de sua invenção. Um dos aplicativos comerciais mais conhecidos é o Viper’s SmartStart, mostrado na Figura abaixo. O aplicativo traz versões para Android, BlackBerry e iPhone. Somente as três plataformas líderes de mercado no mundo inteiro (falando de smartphones). Já existe um carro sendo comercializado que embarca o sistema operacional Android. Isso mesmo, no painel do carro você tem uma versão do tão falado sistema operacional do Google. Pessoalmente, como amante das tecnologias móbile, adoraria colocar a mão em um carro desses e criar muitos aplicativos para embarcá-los. Claro que nem tudo são flores. Ouvi uma história de um amigo que foi obrigado a estacionar seu carro no acostamento para que o sistema operacional que gerenciava o piloto automático reiniciasse, devido a uma falha geral. Isso poderia ser fatal se o motorista estivesse descendo uma das serras de Santa Catarina por exemplo. E temos a questão da segurança. Recentemente, pesquisadores da Universidade ETH Zurich descobriram que os sistemas de acionamento da ignição de automóveis sem o emprego de chaves (também conhecidos como PKES – Passive Keyless Entry and Start) são frágeis. Em um ensaio com dez veículos, os cientistas exibiram, com sucesso, que burlar o sistema de ignição não era uma tarefa difícil. Independente da questão de segurança e utilidade, que deverão ser discutidas exaustivamente, fico impressionado com o nível tecnológico dos novos carros. Além disso, converse com seu mecânico sobre o sistema eletrônico de seu carro, mesmo sendo um 1.0 (como o meu J) você ficará surpreso com a “inteligência” de seu “carrinho”. |
| Att Ricardo |
Graduado em Ciência da Computação, pós-graduando em Web e analista de sistemas mobile na MobMidia | Grupo Pontomobi, Ricardo Ogliari é autor de dezenas de artigos que foram publicados em anais de congressos nacionais e internacionais, sites especializados e revistas. Palestrante em eventos nacionais e internacionais, como JustJava, Java Day, GeoLivre, ExpoGPS, FISL e FITE, sempre aborda temas relacionados a computação móvel. Neste espaço, discutirá sobre tecnologias, plataformas, mercado, ideias e linguagens presentes no mundo da mobilidade.
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