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Os dispositivos móveis estão atraindo cada vez mais usuários. As estimativas de venda destes aparelhos só aumentam. Tanto que os institutos de pesquisa já reviram algumas vezes a vendas de tablets e smartphones em 2011. Estes aparelhos são usados tanto para trabalho como para o entretenimento e uma das possibilidades é assistir filmes. Mas será que isso vai pegar?
Mobilidade é a palavra da vez. As pessoas são multitarefas e não podem perder tempo, por isso, os dispositivos móveis fazem tanto sucesso. É possível ler os emails enquanto está no trânsito, ver as novidades nas redes sociais na fila do supermercado e, por que não, assistir um filme enquanto aguarda a consulta médica.
Acredito que em situações assim, como uma fila de espera, as pessoas podem até estar dispostas a ver um filme enquanto aguardam. Mas é só. As telas destes aparelhos são pequenas e nós gostamos mesmo é de assistir filmes, ou outros programas, em telas grandes. Prova disso é a preferência das pessoas pelo cinema, que atrai pelos lançamentos e pelo conforto da tela de 250 polegadas, ou até maior. Além disso, quem quer segurar um tablet por uma hora e meia.
Outra questão, que sempre está em pauta quando se fala de dispositivos móveis, é a qualidade da internet no Brasil. Apesar destes aparelhos estarem cada dia mais populares, boa parte dos brasileiros ainda não dispõe de acesso a banda larga. Os motivos são diversos, mas disponibilidade de sinal e preço são os principais obstáculos que vamos enfrentar.
Com o Plano Nacional da Banda Larga, certamente, em breve a internet estará disponível em mais regiões e com o aumento da venda destes serviços, o preço tende a ficar mais acessível. Estes números já vêm crescendo nos últimos anos. Dados da Associação Brasileira de Telecomunicações mostram que a adesão aos serviços de banda larga fixa e móvel no Brasil aumentou 53,5% em maio deste ano, comparado com o mesmo mês no ano passado.
Mas mesmo nas regiões que já possuem os melhores sinais de internet, a conexão ainda não é satisfatória para assistir um filme. Um acesso de 2Mbps é o ‘ideal’ para vídeos longos – considerando a latência da rede baixa, o que não existe muitas vezes. Aqui no Brasil, as empresas de telefonia são obrigadas a entregar apenas 10% do valor comprado. Ou seja, se você adquiri uma conexão de 2Mbps em muitos casos só recebe 200 Kbps – o que para dispositivos móveis, em telas pequenas, como de smartphones, muitas vezes é o suficiente.
O sinal e o preço são percalços que acredito que serão ultrapassados em breve, talvez uns dois ou três anos. Mesmo porque na velocidade com que estes serviços estão crescendo não dá para esperar muito mais que isso. A chegada da Netflix ao Brasil já é um ponto positivo. Para atender os usuários deste serviço é preciso melhorar a conexão e a Netflix não veio até aqui para perder tempo.
Além disso, já existem diversos sites que oferecem filmes para dispositivos móveis. A Net, por exemplo, disponibiliza cerca de 1,4 mil horas de programação dos canais Globosat, por meio do site de vídeos Muu, e filmes do canal Telecine estão dentro desta programação.
Este assunto ainda vai ser muito discutido e, no final das contas, cada pessoa tem uma preferência. O mais importante é que as evoluções tecnológicas aumentam o leque de possibilidades em diversas funções. Houve uma época em que filmes só podiam ser vistos no cinema, depois veio a televisão e agora os dispositivos móveis… e muito ainda está por vir. Vamos acompanhar!
João Moretti é diretor da MobilePeople, consultoria brasileira especializada em soluções de mobilidade corporativa.
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