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*Por Marcela Esteves e Marta Chiavegatti
O bom momento econômico do País chegou para todas as classificações de empresas. Neste contexto, despontam organizações familiares de diferentes portes, mas de gestão muitas vezes pouco profissionalizadas, que buscam a sustentação do crescimento e precisam expandir os seus quadros, entrando na disputa por profissionais qualificados.
O primeiro ponto de atenção é que a estrutura dessas empresas, na maioria das vezes, não está pronta para “surfar na onda” do crescimento e por isso mesmo existe uma demanda forte por talentos. Ou seja, é comum que este perfil de companhia não conheça as melhores práticas de administração e de procedimentos profissionais de gestão, o que por fim significa dizer que as empresas não têm definições claras do perfil de mão de obra que desejam para suas empresas.
Com definição exata, ou não, o que se percebe é um aumento importante na demanda por profissionais por parte destas empresas. Já, para os profissionais é preciso entender como funcionam tais organizações, o tipo de perfil que se adapta mais facilmente e as possibilidades de fazer parte de estruturas em crescimento e, em geral, atrativas para multinacionais estrangeiras.
Empresas com este perfil familiar têm oferecido inúmeras oportunidades aos profissionais como o desafio do aprendizado; a flexibilidade para a criação e implementação de procedimentos; possibilidade de conhecer com proximidade o negócio da empresa. Em estruturas como essas, o profissional tem a chance de deixar a sua área de atuação à sua feição, além de garantir boa visibilidade perante superiores, diretores e proprietários.
Por outro lado, muitas vezes não são empresas que oferecem a estabilidade desejada, tampouco existem processos claros, há casos de interferências nas decisões e até mudança de posições repentinas. Não são efetivamente problemas, mas características comuns nessas empresas que acabam por demandar perfil profissional em que são valorizadas não só habilidades técnicas, mas principalmente, competências comportamentais como um perfil consultivo, flexibilidade, capacidade de lidar com a diversidade e maleabilidade para enfrentar alterações de rotas.
Sem dúvida, o momento é propício para profissionais com capacidade de execução elevada encarar o desafio da quebra de paradigmas e crescer profissionalmente ao mesmo tempo em que alavancam os negócios das empresas, além da oportunidade de se tornar protagonista neste processo de transição para uma gestão mais profissional.
*Marcela Esteves e Marta Chiavegatti são especialistas em recrutamento da divisão de Finanças e Contabilidade da Robert Half
Maria Paula Menezes é gerente da divisão de Tecnologia da Robert Half
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