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E se o Brasil comprasse a divisão de PCs da HP?

19 de agosto de 2011 09:46

Ontem a HP anunciou tanto a separação de sua divisão de PCs, quanto a intenção de abandonar os dispositivos com WebOS. 

Claramente buscam compradores para as duas divisões. 

A unidade de PCs, é lucrativa, algo na faixa de US$2 Bilhões por ano. Não apenas é lucrativa, mas possui uma das melhores estruturas de distribuição de TI; presente em mais de 160 países. 

Pensando na lista de possíveis compradores, como Lenovo e Dell, perguntei: “Por que não uma empresa brasileira?”

Sei que nenhuma empresa brasileira do segmento possui o tamanho necessário. Mas lembro-me como a Lenovo era irrelevante ao mundo até a compra da divisão da IBM.

A compra da “Compaq” – provavelmente a marca virá junto – e a obtenção do WebOS no pacote, podem criar a maior multinacional brasileira de tecnologia e criar um canal para que o Brasil passe a desenvolvedor e exportador.

Mas como? BNDES. Convenhamos, operação bem mais útil que consolidar supermercados em território nacional, para lesar sócio estrangeiro e aumentar preços ao consumidor final. 

A Lenovo comprando a divisão da IBM, deu visibilidade tecnológica a China. 

A compra da divisão da HP provavelmente se pagaria em 7 anos. 

Manteria o BNDES como principal controlador e traria gestores AAA – como vemos na InBev. 

Uma operação similar a dos fundos de Private Equity. Mas cuja intenção não é estatizar, é alavancar a indústria de tecnologia do país. 

Só funcionaria com bons gestores e mesmo assim há um grande risco. 

Mas que é melhor que fazer estádios pra Copa, não tenho dúvida.  

 

TAGS: BNDES, hp, idéias, PCs
  • Tiago

    interessante… (mesmo)

  • Omar

    Quais empresas brasileiras poderiam adquirir está divisão da HP?

  • http://twitter.com/ronaldoy ronaldoy

    Boa tarde, Omar

    As maiores empresas de TI brasileiras não possuem o capital necessário para aquisição, na faixa de US$10 Bilhões! 

    Precisaria de uma estrutura similar à feita no Burger King, com a criação de um fundo específico para a aquisição, mas neste caso com participação do BNDES. 

    Empresas locais como Positivo e Itautec poderiam participar do consórcio.

    É altamente improvável que isto aconteça. E mesmo conseguindo montar o fundo a tempo, a concorrência de gigantes internacionais, como a Samsung, não será fácil.

    Abraço,

    Ronaldo

Sobre Ronaldo Yamashita

Ronaldo Pagani Yamashita é diretor-geral e analista sênior da Enterprise Strategy Group do Brasil. Suas áreas de especialização incluem sistemas de armazenamento, alta disponibilidade e cloud computing. É apaixonado pela gestão de empresas, estudando o tema como hobby e responde 100% dos emails e comentários. Neste espaço, abordará o setor de TI e seus impactos na tecnologia como um todo

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