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Ontem a HP anunciou tanto a separação de sua divisão de PCs, quanto a intenção de abandonar os dispositivos com WebOS.
Claramente buscam compradores para as duas divisões.
A unidade de PCs, é lucrativa, algo na faixa de US$2 Bilhões por ano. Não apenas é lucrativa, mas possui uma das melhores estruturas de distribuição de TI; presente em mais de 160 países.
Pensando na lista de possíveis compradores, como Lenovo e Dell, perguntei: “Por que não uma empresa brasileira?”
Sei que nenhuma empresa brasileira do segmento possui o tamanho necessário. Mas lembro-me como a Lenovo era irrelevante ao mundo até a compra da divisão da IBM.
A compra da “Compaq” – provavelmente a marca virá junto – e a obtenção do WebOS no pacote, podem criar a maior multinacional brasileira de tecnologia e criar um canal para que o Brasil passe a desenvolvedor e exportador.
Mas como? BNDES. Convenhamos, operação bem mais útil que consolidar supermercados em território nacional, para lesar sócio estrangeiro e aumentar preços ao consumidor final.
A Lenovo comprando a divisão da IBM, deu visibilidade tecnológica a China.
A compra da divisão da HP provavelmente se pagaria em 7 anos.
Manteria o BNDES como principal controlador e traria gestores AAA – como vemos na InBev.
Uma operação similar a dos fundos de Private Equity. Mas cuja intenção não é estatizar, é alavancar a indústria de tecnologia do país.
Só funcionaria com bons gestores e mesmo assim há um grande risco.
Mas que é melhor que fazer estádios pra Copa, não tenho dúvida.
Ronaldo Pagani Yamashita é diretor-geral e analista sênior da Enterprise Strategy Group do Brasil. Suas áreas de especialização incluem sistemas de armazenamento, alta disponibilidade e cloud computing. É apaixonado pela gestão de empresas, estudando o tema como hobby e responde 100% dos emails e comentários. Neste espaço, abordará o setor de TI e seus impactos na tecnologia como um todo
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