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São cada vez mais frequentes os casos de empresas que optam pela integração de suas estruturas de informações a partir de várias soluções de fornecedores de tecnologia. Esse comportamento ganha novo impulso com o recente movimento de fusões e aquisições – vide Google e Motorola, Drogasil e Droga Raia, entre outros exemplos.
Neste cenário, uma companhia pode ter, na sua gestão de TI, aplicativos desenvolvidos por fornecedores locais para questões de ordem legal (PIS/Cofins, SPED, nota fiscal eletrônica etc), assim como a manutenção de parte do software produzido por um fabricante de ERP em convívio com partes de outro ERP. É aí que começam os desafios. Como administrar esses recursos de forma a gerar uma integração plena entre eles e garantir o melhor resultado para os negócios da empresa?
Já refletiu sobre essa pergunta? Imagino que, de cara, tenham passado por sua cabeça termos como API (interface de programação de aplicativos), FTP (Protocolo de Transferência de Arquivo) e SOA (Service Oriented Architecture). Ou ainda você pensou em sistemas ponto a ponto, barramento de serviço e interfaces em lote. Vamos agora quebrar paradigmas?
Nos anos 80-90, uma única solução de TI parecia suficiente para o devido gerenciamento da tecnologia da informação. Pelo menos era o que se via na maior parte das companhias brasileiras, as quais ainda experimentavam um estágio primário de abertura econômica, internacionalização e controle de processos. Nosso mundo mudou completamente, mas há quem insista em se ancorar no saudosismo.
Atualmente, a maior parte das empresas compra sistemas embarcados e utiliza cada solução em uma determinada área. No gerenciamento da plataforma de produção, um aplicativo pode ser mais recomendado para o chão de fábrica, o outro para as tarefas administrativo-financeiras e um terceiro é campeão no acompanhamento das ações de venda e relacionamento com clientes ou fornecedores. Porém, a resistência à integração de aplicativos persiste entre os gestores dessas soluções, como se fosse impossível estar lado a lado com uma concorrente.
É preciso quebrar barreiras e incentivar a cultura da integração. Produzir insumos ou equipamentos é a essência de uma fábrica, mas ela também presta serviço ao entregar esses insumos. A empresa de energia também transporta o que produz. São tarefas absolutamente distintas, com mecânicas diferenciadas, o que impede a existência de uma só solução de TI.
A tecnologia jamais pode ser vista como fim, e sim como meio. É por meio dela que, agregando diferentes soluções, as empresas vislumbram mais claramente suas demandas e necessidades. É assim que podem tomar atitudes mais assertivas de maneira a somar valor às operações. A afirmação soaria óbvia, não fosse a relutância do próprio setor em enxergar tal realidade.
Mudar o senso comum é o papel dos grupos de usuários. Esses grupos não representam somente o setor de TI mas também todo o ecossistema a ele atrelado. Nós, do ORAUG-BR, congregamos usuários Oracle, mas temos como mantra e obrigação o diálogo permanente com outros grupos. Essa sinergia permitirá a construção de um ambiente mais harmonioso na gestão da TI, o que unirá, por consequência, CEOs, CIOs e CFOs para produzir de resultados.
Para isto, estamos prospectando parcerias com outras entidades e comunidades de usuários, que representam a diversidade de aplicativos no mercado. Antes de integrar dados e tecnologias, precisamos aprender a integrar pessoas e processos.
* Reinaldo Nogueira é professor e coordenador de MBA na Universidade Anhembi Morumbi – Laureate Universities e presidente do ORAUG-BR
Reinaldo Nogueira é membro da Oraug-BR que é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 2006. Atualmente conta com mais de 800 associados e 380 empresas dos setores petrolífero, metalúrgico, farmacêutico, automobilístico, bancário, alimentício, indústria, varejo, de telecomunicação, entre outros.
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