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Avaliando a maturidade em SOA

2 de junho de 2011 09:50

SOA ultrapassou a fronteira da “novidade” (hype) e já faz parte do dia-a-dia das empresas. No entanto, enquanto algumas empresas possuem uma estratégia formal para SOA, outras estão apenas desenvolvendo alguns web services para integrar aplicações.

É difícil, portanto, avaliar os benefícios e investimentos necessários em SOA se não tivermos como comparar as iniciativas das empresas. Além disso, os gerentes de arquitetura das empresas estão interessados em saber como os “seus pares”, de outras empresas, estão evoluindo em SOA. Para ajudar nessa comparação existem os modelos de maturidade. O mais famoso é o CMMI que determina a maturidade no desenvolvimento de software. Para SOA existem diversos modelos, alguns melhores, outros, nem tanto. Na nossa experiência profissional na Sensedia, elaboramos um modelo próprio, usando, claro, outros modelos em SOA bem como a influência do CMMI também.

O modelo é bastante detalhado, mas o que eu gostaria de destacar aqui são as principais dimensões envolvidas.

A) As perspectivas:

Para determinar a maturidade, usamos 5 perspectivas diferentes:

  • Governança
  • Metodologia
  • Infraestrutura
  • Arquitetura
  • Aplicações e Informações

Cada uma das perspectivas acima se desdobram em uma série de capacidades que podem e devem ser desenvolvidas ao longo do amadurecimento do uso de SOA dentro da organização.

B) Os eixos:

A maturidade evolui conforme as capacidades das perspectivas acima são desenvolvidas. E, para desenvolvê-las, não vemos outra forma senão aplicá-las na prática, em projetos reais, que buscam resultados concretos. Ou seja, a abrangência da difusão de SOA dentro da empresa contribui de forma determinante para mapearmos o nível de maturidade da empresa. Os estágios podem ser desde Projeto-piloto, até Uso Corporativo difundido.

Duas distorções são evidenciadas por esse modelo, chamamos de “Chaos” e “Waste”. O Chaos é quando a empresa avança muito rapidamente na utilização de SOA sem desenvolver as capacidades necessárias. O “Waste” é quando a empresa investe muito no desenvolvimento das competências, mas não avança na utilização prática de SOA.

Próximos passos:

Feito o mapeamento da maturidade atual, a empresa terá muito mais clareza de quais capacidades em quais perspectivas precisam ser desenvolvidas. Esse GAP pode então ser planejado num roadmap ágil e prático.

Por ora é isso pessoal!

Abraço,  Kleber

www.sensedia.com/br

kleber.bacili@sensedia.com 

Sobre Kleber Bacili

Formado pela Unicamp com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, Kleber Bacili é diretor de Tecnologia da Sensedia, empresa posicionada como visionária no Quadrante Mágico de Governança SOA do Gartner. Possui mais de dez anos de atuação em desenvolvimento, arquitetura de software, componentização e reutilização. É também docente na pós-graduação da Unicamp em SOA e Web Services. Neste espaço falará sobre SOA de uma forma aplicável à gestão

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