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Com a explosão de dados na atual era virtual, a eficiência na utilização dos recursos de infraestrutura empregados no armazenamento e gerenciamento de informações é primordial para as organizações conseguirem equilibrar o orçamento. Manter o antigo modelo na tentativa de acompanhar o aumento dos dados gerados pela organização facilmente com a adição de mais capacidade nos equipamentos se torna cada vez mais custoso e proibitivo.
As novas soluções deverão ir além do simplesmente armazenar. A evolução natural direciona para o gerenciamento das informações, com base no conhecimento dos dados e respectivamente na criticidade, importância e relevância dos mesmos para a empresa, além de tratar cada conjunto de dados à sua maneira, armazenando-o com o melhor custo/benefício possível para sua categoria.
Uma das principais funcionalidades nas soluções de gerenciamento de dados atuais que caminham na direção que o mercado tem demandado cada vez mais, é a capacidade do armazenamento em camadas, para o qual estão disponíveis várias implementações dos principais fornecedores.
O armazenamento em camadas nada mais é do que assinalar categorias diferentes de dados a diversos tipos de armazenamento, o que permitirá uma sensível redução nos custos totais com a infraestrutura de armazenamento. Esta categorização dos dados pode ser realizada, por exemplo, pelos requisitos de desempenho, frequência de uso e nível de proteção dos dados requeridos pelas aplicações.
Desta forma, dados críticos com taxa elevada de acesso devem residir na camada nível 1, ou seja nos equipamentos e soluções de armazenamento de mais alta performance, com maior proteção e consequentemente com um custo mais elevado. Já dados menos acessados, menos críticos, devem ir para uma camada nível 2, residindo em equipamentos com menor custo, e assim por diante. Níveis mais baixos nas camadas podem utilizar soluções e mídias de armazenamento compatíveis com aquele tipo de dados e com um custo mais adequado para os mesmos.
Sem tal categorização dos dados, o que é, atualmente, muito comum nas organizações, informações extremamente críticas para os negócios acabam por dividir espaço e desempenho nos equipamentos de primeira linha com outras informações menos relevantes e com pouquíssimo acesso. Estes dados poderiam residir em outro tipo de armazenamento com menor custo, e liberando os recursos nobres para os dados críticos. Neste cenário, muitas vezes são adquiridos discos de alta performance, sem que sejam realmente necessários.
O conceito do armazenamento em camadas não é novo no mercado, e a ideia é de gerenciar a informação durante seu ciclo de vida, o que é algo muito dinâmico, ou seja, a criticidade e necessidade de acesso mudam com frequência durante o ciclo da informação. Mas, tradicionalmente, soluções que tratavam deste tema tinham alto custo e/ou demandavam muito gerenciamento do time de TI na movimentação dos dados, o que tornava sua adoção inviável.
Com a virtualização das soluções de armazenamento, hoje fundamental na era virtual, isto não é mais verdade. As soluções mais avançadas fazem a movimentação dos dados automaticamente e no nível do bloco de informação, com custo bastante acessível. Isto faz com que mesmo dentro de um volume específico os blocos acessados com frequência residam na porção de armazenamento com maior desempenho e que os blocos daquele mesmo volume, com poucos ou nenhum acesso, residam numa porção de storage de menor desempenho, mas com uma alta capacidade de armazenamento e menor custo. Isto gera uma economia significativa para as configurações, pois, em geral, a quebra de dados inativos x ativos gira em torno dos famosos 80×20, o que propicia uma configuração com a tecnologia de mais alta performance e custo para cerca de apenas 20% do volume total do armazenamento.
As soluções que trazem esta movimentação de forma automatizada apresentam um ganho de tempo ainda maior para as áreas de TI. Profissionais poderão redirecionar os esforços do time no acompanhamento das informações e na movimentação dos dados, atividade muitas vezes feita manualmente, para algo mais nobre, como desenvolver novas soluções para atender a crescente demanda de novas necessidades de negócio da empresa.
Resumidamente, o que se espera de uma solução inteligente para o gerenciamento de dados é o controle na disponibilização dos dados corretos, no momento correto, na porção do equipamento adequado e com o melhor custo/benefício, ativado pela própria solução de armazenamento. Não é mais aceitável ter o controle focado no staff, com uma movimentação manual, assim como ter volumes alocando áreas nobres e que utilizam apenas 20% das mesmas. O uso inteligente dos recursos adequados será o fator determinante para o acompanhamento do crescente volume de informações que temos que administrar, transformando o fardo dos dados em verdadeira vantagem competitiva.
Gerente de Storage da Dell Brasil, Celso Bonilha fica baseado em São Paulo. Nos últimos 22 anos, trabalha e obtém experiência em diferentes áreas da Tecnologia da Informação, como integração de sistemas, especialidade de vendas, consultoria pré-vendas e gestão de marketing de produtos. Antes de trabalhar na Dell, Bonilha foi gerente de marketing de produtos focado em servidores. Ele é bacharel em ciências da computação pela Unicamp e possui MBA em marketing pela ESPM. Neste espaço, falará sobre gerenciamento de dados na era virtual
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