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Por Flavio Carvalho
E 2012 chegou, o ano em que segundo a profecia maia o mundo irá acabar. Como uma civilização que fazia sacrifícios humanos aos seus deuses e foi sumariamente extinta há mais de 500 anos não merece todo este crédito, vamos aos fatos: como será o ano para os profissionais de Segurança da Informação, quais são as tendências, o que vem por aí ?
A Pesquisa Global de Segurança da Informação realizada anualmente pela consultoria PriceWaterhouseCoopers e pela revista CSO aponta para o segundo ano consecutivo de crescente investimento de empresas brasileiras em Segurança, apesar da crise na Europa e da estagnação nos Estados Unidos.

“Por aqui, o espírito de otimismo continua. Entretanto, o crescimento não significa maturidade, já que muitas companhias deixam de lado medidas básicas de proteção como recuperação de desastres, planos de contingência e gestão de identidades”, é o que afirma Sérgio Alexandre, sócio da consultoria de TI e Segurança da PwC.
Há algumas tendências importantes despontando no horizonte, a meu ver, em que pese o fato de que muito do básico ainda está por ser feito. Novamente segundo a pesquisa, a atenção que as empresas no Brasil dizem dedicar a novas tecnologias como mídias sociais, mobilidade e computação na nuvem está em linha com a média mundial (38% das empresas por aqui, contra 43% em média no mundo).
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Por aqui, é fato que o assunto só é considerado em empresas de grande porte – por ser ainda muito pouco automatizado, muito dependente de esforços pontuais e pouco baseado em processos. Empresas prestadoras de serviço nesta área devem melhorar seus processos e este movimento aliado ao aumento da maturidade pode estender o assunto para empresas de médio porte, o que seria altamente benéfico para o mercado.
E no meio de tudo isso, há o SIEM, uma fantástica ferramenta de análise e gerenciamento de logs capaz de realizar inferências com base em trechos de log. Utilíssimo para análises relativas à Segurança e capacitado a transcender a Segurança clássica e apoiar processos anti-fraude nas empresas, é a meu ver a mais valiosa arma à disposição dos profissionais de Segurança da Informação atualmente existente no mercado. E se você, como eu, acredita que o mundo não irá acabar em 2012… ao trabalho!
Flavio Carvalho é Diretor de Serviços da Arcon
Formado em engenharia elétrica com ênfase em sistemas e computação pela Uerj e em Gestão de Negócios pela Universidade Anhembi Morumbi, Flávio Carvalho é Diretor de Serviços da Arcon Serviços Gerenciados de Segurança. Sua trajetória profissional inclui atuações na Webb Negócios, .comDominio Soluções em Tecnologia e Dominal.com, sempre assumindo cargos ligados a operação e tecnologia. Neste espaço, comentará segurança - ou insegurança - da informação
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