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A maioria das organizações já experimentou a virtualização. O conceito de uma máquina virtual substituindo uma máquina física deixou de ser tabu e várias organizações de TI já estabeleceram a política “VM em primeiro lugar”, ou seja, qualquer novo ambiente a ser provisionado nascerá VM preferencialmente.
Não foi uma transição simples, ela se deu ao longo dos últimos anos. Segundo o IDC, em 2009 pela primeira vez as máquinas virtuais passaram as máquinas físicas nos Data Centers, e agora a curva só deve divergir. Esse ano, Paul Maritz, CEO da VMware, líder mundial em plataforma de virtualização, disse que “o novo hardware é virtual, e a infraestrutura física será como o encanamento das casas : ainda crítica, mas agora transparente para os usuários”.
Ao longo de 2011 vimos acelerar o conceito de Computação em Nuvem em seus mais diferentes modelos : Públicos, Privados e os primeiros projetos realmente híbridos surgindo. Vimos grandes empresas de software apostarem no modelo Software as a Service, segmento onde novos jogadores já são líderes, como Salesforce. E vimos o crescimento mundial da Nuvem principalmente em sua modalidade denominada “Infrastructure as a Service” – IaaS.
IaaS é a oferta de máquinas virtuais na Nuvem. Ela pode ser levemente customizada através de “templates” pré-configurados ou pré-instalados, mas basicamente a unidade discreta é um servidor ou computador. Alguns modelos de IaaS ainda mais especializados oferecem serviços como armazenamento (Storage as a Service), Proteção (Backup as a Service) ou Continuidade (Disaster Recovery as a Service). São variações do mesmo tema, um novo consumo de infraestrutura agora virtualizada e servida por demanda, paga por uso e extremamente flexível.
Em artigo recente o Gartner publicou a versão 2011 do seu “Magic Quadrant for Public Cloud Infrastructure as a Service”. O documento pode ser acessado na web no link abaixo :
http://www.gartner.com/technology/reprints.do?id=1-18BON1E&ct=111214&st=sb
Interessante notar que três grandes líderes mundiais estão trazendo suas ofertas para o Brasil : Amazon, Terremark e CSC. A vantagem de serviços localizados no Brasil é evitar a questão sobre soberania de dados, uma vez que dados armazenados fora do país estariam sujeitos a regulamentações que poderiam gerar desafios para a governança.
Juntamente com líderes regionais e nacionais de ofertas de serviços IaaS, como a Locaweb e UOL Cloud, o mercado de serviços IaaS está bem aquecido no Brasil.
E o que vem pela frente?
Os profetas da Tecnologia de Informação enxergam que o futuro da Computação em Nuvem está nos Aplicativos e não na Infraestrutura apenas. Vemos a consumerização de TI, a demanda por mobilidade, o crescimento de dispositivos como Tablets e Smartphones, o fenômeno das redes sociais, tendências que estão causando uma explosão de desenvolvimento de novos aplicativos, ou novas interfaces na era pós-Web.
O usuários modernos de tecnologia querem “Apps”. Não querem programas para instalar, manter e conviver com interoperabilidades, drivers e conflitos. Depois que provaram o conceito de uma “Application Store” e “Self-Service”, querem trazer para dentro da TI corporativa a experiência pessoal que têm na Nuvem.
Com isso, existe uma nova classe de serviços surgindo na Nuvem que buscam acelerar a solução para este desafio. O modelo Platform as a Service apresenta ofertas de serviços de plataformas de aplicações ao invés de abstrações de hardware virtualizados. Isso significa o acesso direto ao um banco de dados ou um serviço de informações, uma plataforma aplicação, um serviço Web. A diferença entre PaaS e IaaS é que no PaaS não existe acesso a uma conta de administrador “root” porque simplesmente não importa. Não importa quantos processadores, que sistema operacional, que versão de Windows, Linux ou Unix se usa, o que importa é o serviço que se consome.
Em um mundo de aplicativos modernos, com arquiteturas orientadas a serviços saindo de modelos monolíticos e cliente-servidor, essa estratégia é ideal. A plataforma como serviço é muito mais fácil de escalar horizontalmente, uma prerrogativa mandatória para aplicativos modernos que precisam suportar interações em redes sociais e através de interfaces de dispositivos móveis.
Outra vantagem é que a plataforma pula camadas que normalmente custam o tempo e a eficiência de times de desenvolvimento. Quantas interações são necessárias para um desenvolvedor, preocupado com o fluxo de negócios que ele precisa implementar, ter provisionado para si os serviços corretos considerando as instalações de sistema operacional, software básico, bancos de dados, web servers, balanceamento de aplicação? E se ele pudesse acessar estes “pacotes” prontos e estabelecidos, replicados sob demanda, liberados ao final de ciclos, e ter a escolha de executar em produção onde for melhor financeiramente para o negócio? Esse é o poder da oferta PaaS.
Outra grande vantagem do modelo PaaS é a ideia da portabilidade. Focando em serviços de mais alto nível, é muito mais fácil ter compatibilidade entre diferentes ambientes de Nuvem. O que parecia impossível, uma vez que diferentes plataformas de virtualização de infraestrutura não oferecem ou oferecerão compatibilidade em um futuro próximo, essa compatibilidade é mais simples quando estamos falando sobre suportar um framework de aplicação e não uma pilha completa de infraestrutura com vários níveis de dependência.
Finalmente, as ofertas PaaS hoje estão trazendo para o mundo corporativo implementações mais seguras e confiáveis de várias plataformas que surgiram em iniciativas Open Source, dando a uma grande comunidade de desenvolvedores o poder de usar sua plataforma preferida em escala corporativa, resolvendo problemas de um novo mundo de Nuvens interconectadas.
Um exemplo de ofertas PaaS é da própria Microsoft. A Microsoft Windows Azure (http://www.windowsazure.com) oferece a desenvolvedores a capacidade desenvolver e liberar aplicativos sem nunca tocar o sistema operacional Windows dos servidores baseados na Nuvem de Data Centers da gigante de software. Além do framework .NET a plataforma Azure agora também suporta Java, Node.js e PHP, além de modelos de dados próprios em bancos de dados relacionais e modelos não estruturados (blobs). Seguindo numa linha incomum para a Microsoft, o Azure abraça Open Software e passa a oferecer Hadoop também.
Para conhecer a oferta Azure : http://channel9.msdn.com/Events/BUILD/BUILD2011/SAC-852F
Seguindo a linha 100% Open Source, a VMware foi mais radical lançou um programa de Platform as a Service totalmente baseada em software livre. A plataforma CloudFoundry (http://www.cloudfoundry.org) oferece em código aberto toda uma plataforma para aplicações na Nuvem com suporte a frameworks Java, Spring, Grails, Node.js, Ruby on Rails e Sinatra, com serviços de dados SQL e NoSQL integrados MySQL, PostgreSQL, Redis, RabbitMQ, mongoDB e Redis.
Além da idéia de ter sua própria plataforma CloudFoundry dentro da sua organização, a plataforma ainda está disponível na Web para desenvolvedores experimentarem através do site CloudFoundry.com (http://www.cloudfoundry.com) diretamente na Web. Ali é possível liberar aplicativos (“push”), ter elasticidade (“instances +x, -y”) e agregar serviços, desenvolvendo diretamente na Web com portabilidade total para seu ambiente CloudFoundry.
Finalmente, todo o ambiente CloudFoundry foi consolidado em um VM portável, compatível com VMware Player, Workstation e Fusion, para desenvolvimento em sua própria estação de trabalho de uma aplicação totalmente desenhada para a Nuvem! A Micro CloudFoundry está disponível para download na Internet também.
Sendo baseada em Open Source, a iniciativa CloudFoundry já atrai desenvolvedores trazendo novos serviços para o ambiente. Somente na semana passada 2 organizações contribuíram para a comunidade CloudFoundry trazendo suporte a frameworks .NET, aumentando o alcance da solução.
Portanto, se você é um analista de negócios que quer novas maneiras de levar seus sistemas de vendas para esse universo de clientes exigentes usando Smartphones e tablets, ou se você é um desenvolvedor Web que acha que perde muito tempo mantendo uma infraestrutura somente para desenvolvimento, ou ainda se você é um CIO preocupado com esse novo requisito de negócio chamado “Time to Market”, investigue o uso de serviços na Nuvem na modalidade Platform as a Service.
Eu já investiguei! Visite http://followswho.cloudfoundry.com
Como eu fiz? Direto nos serviços CloudFoundry!
Rodrigo-Gazzaneos-MacBook-Air:~ gazzar$ vmc target http://api.cloudfoundry.com
Succesfully targeted to [http://api.cloudfoundry.com]
Rodrigo-Gazzaneos-MacBook-Air:~ gazzar$ vmc login rodrigo.gazzaneo@emc.com
Password: **********
Successfully logged into [http://api.cloudfoundry.com]
Rodrigo-Gazzaneos-MacBook-Air:~ gazzar$ vmc frameworks
+———-+
| Name |
+———-+
| lift |
| spring |
| java_web |
| node |
| grails |
| sinatra |
| rails3 |
+———-+
Rodrigo-Gazzaneos-MacBook-Air:~ gazzar$ vmc apps
+————-+—-+——–+—————————–+————-+
| Application | # | Health | URLS | Services |
+————-+—-+——–+—————————–+————-+
| FollowsWho | 1 | N/A | followswho.cloudfoundry.com | redis-9875b |
+————-+—-+——–+—————————–+————-+
Engenheiro de Computação formado na PUC-RIO, Rodrigo Gazzaneo trabalha há mais de dez anos no mercado de tecnologia de informação, especializando-se em soluções de consolidação, continuidade e proteção de Data Centers. Atualmente é o responsável pela Prática de Virtualização da EMC para a América Latina. Neste blog, desvendará uma série de recursos desta tecnologia que desponta na TI
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