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Agências da lei no mundo todo detectaram cinco vezes mais violações em 2011 do que em 2010, segundo novos dados apresentados nesta semana no 2012 Global Security Report da Trustwave. O material conclui que 33% das empresas com violações de dados foram alertadas por órgãos legais, o que representa 7% a mais do que 2010.
O movimento seria em grande parte ao trabalho do Serviço Secreto dos Estados Unidos, Interpol, Polícia Federal da Austrália e a Serious Organised Crime Agency (Soca) do Reino Unido.
“As entidades prenderam criminosos com posse de dados roubados e analisam melhor o que está acontecendo”, afirmou Nicholas Percoco, vice-presidente sênior e chefe da Trustwave SpiderLabs, que baseou sua pesquisa em mais de 300 investigações de violação de dados e 2 mil testes de penetração desempenhados pela SpiderLabs no mundo todo em 2011.
Por que houve o aumento da atividade das forças da lei ao redor do mundo? “Muitas violações aconteceram em 2010 e pressionaram as forças de lei a realizarem mais”, afirmou Percoco.
Os investigadores de cibercrime em vários países se tornaram mais proativos nos casos, que em sua maioria se cruzam em muitas regiões geográficas e jurisdições legais.
A Interpol, por exemplo, reafirmou seu apoio a agências da lei contra o cibercrime ao redor do mundo. A organização planeja criar uma presença online segura para que as forças da lei trabalhem juntas como parte de seu IGlobal Complex, que está em construção em Singapura e com lançamento marcado para 2014.
Michael Moran, diretor de cibersegurança e cibercrime para a Interpol, diz que o essencial para combater o cibercrime é que essas organizações ao redor do mundo compartilhem informações.
Se não fosse pelas agências de lei e outras fontes, a maioria das empresas não teria sabido que foram invadidas: segundo relatório da Trustwave, apenas 16% das vítimas foram capazes de detectar que haviam sido invadidas. O restante (84%) não sabia da invasão até ser alertado; nesses casos os invasores ficaram dentro da rede das vítimas uma média de 173,5 dias antes de serem descobertas.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini
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