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A decisão do Google de integrar as fotos e posts do Google+ em suas páginas de resultados de buscas por meio de uma iniciativa chamada Search Plus Your World pode ser investigada pelo governo, após o Twitter ter reclamado da iniciativa.
O microblog afirmou em um comunicado oficial que acredita que as mudanças do Google dificultarão que as pessoas encontrem tuítes, novas organizações e os usuários dos serviços da empresa.
Claro que há verdade nisso: como cada página tem um número limitado de resultados de pesquisa, a decisão de adicionar o Google+ (se não for eliminado pelo usuário) irá deixar menos espaço para o conteúdo de rede do que seria normalmente apresentado pelo algorítimo de busca da organização.
Publicitários lidam com isso há anos. Em 2007 o Google, quando introduziu seu Universal Search, tornou vários tipos de conteúdo disponíveis na mesma página de resultado. O fato de essas empresas não ficarem contentes com a mudança, não torna a medida ilegal.
Como a empresa observou por meio de um post no Google+ na semana passada, o Twitter “escolheu não renovar” o acordo que tinham. Entretanto “escolher” pode não ser a melhor palavra para descrever a decisão da rede social, já que termos não revelados pelo Google podem ter deixado o microblog com pouca escolha na parceria.
O acordo especificava acesso da gigante de buscas aos tuítes para que pudessem mostrá-los nos resultados em tempo real. Com a conclusão do acordo, o Google poderia rastrear os tuítes como outros conteúdos de rede e processá-los para torná-los disponíveis em seu índice na página de pesquisas.
A Electronic Privacy Information Center (EPIC) sugeriu que as mudanças tornam os dados mais acessíveis e isso levou a Federal Trade Commission (FTC) a analisar se a gigante de buscas dava preferência ao seu conteúdo.
O Google não pode se dar ao luxo de ignorar as reclamações. Tanto ele quanto o Facebook entraram em acordo com a FTC e, como resultado, serão realizadas auditorias referentes à privacidade durante os próximos 20 anos. A empresa também está sob análise em relação à antitruste devido a seu negócio de publicidade e pesquisa tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.
Ao mesmo tempo, o Google pode realizar um movimento estratégico. O Facebook, a rede social dominante, retém seu conteúdo do Google. Se a gigante de buscas for forçada a acomodar os competidores em seus produtos, o Facebook será forçado a fazer o mesmo de acordo com as mesmas regras.
Um porta-voz não respondeu imediatamente ao pedido de comentários, mas forneceu uma longa lista de juristas que expressaram ceticismo sobre a possibilidade de que o Search Plus Your World possa aumentar as ações de antitruste contra a empresa.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini
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