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Adriele Marchesini Adriele Marchesini
Atenção | 20 de dezembro de 2011

Ataque ao nem nascido Windows 8 indica ego do cibercrime, diz especialista

crédito: Divulgação

Isso é que é ser famoso. Ainda na versão beta para desenvolvedores, o Windows 8 já recebeu um ataque de hackers do tipo bootkit, conforme divulgado pela Eset na semana passada. O fato, na visão do country manager da companhia, Camillo Di Jorge, é explicado muito mais por um movimento de ego dos cibercriminosos do que por um ganho de dinheiro, uma vez que o sistema operacional ainda não é comercial e, portanto, não tem um número de potenciais vítimas que justifique o investimento em quebra de códigos.

“Ataques, normalmente, ocorrem onde há maior número de usuários, porque a chance de sucesso é maior”, introduziu Di Jorge. “Neste caso, é comum haver ameaças em versões betas de produtos da Microsoft porque os invasores gostam de mostrar que podem fazer alguma coisa. Não é somente com objetivo de ganhar dinheiro, mas para mostrar: não adianta fazer de tudo para proteger, porque vamos encontrar uma brecha”, disse. Segundo o especialista, o tipo de ataque bootkit é simples e comum aos demais sistemas operacionais.

O Windows 8 deve se tornar comercial na primeira metade do ano que vem. Ou, pelo menos, deveria.  De acordo com a Eset, ainda não há números oficiais de casos com o uso desse sistema operacional. O analista responsável pela descoberta da ameaça é da Áustria, mas não foi possível precisar de onde ela veio.

Questão de tamanho

Não que seja novidade: o sistema operacional da Microsoft é o mais atacado, exatamente, por ser o mais utilizado ao redor do mundo. Conforme dados do Gartner, a participação de dispositivos da Apple no Mercado de PCs foi de 4% em 2010, devendo atingir 4,5% em 2011 e 5,2% no ano seguinte. O Linux fica com cerca de 2%, conforme a mesma pesquisa. Segundo Di Jorge, por conta desse aumento do mercado de Macs, 2012 verá um fortalecimento nos ataques voltados a esses dispositivos.

À medida que aumenta  o consumo de dispositivos móveis, devem crescer, também, os ataques direcionados a smartphones e tablets Android, a plataforma mais comum atualmente, com cerca de 60% dos dispositivos ao redor do mundo. Estudo da Eset aponta que, só no último semestre de 2011, foram detectadas 70% das 41 variantes de códigos maliciosos para o Android.

Portanto, ignorar proteção a Macs e smartphones não é justificável para 2012. Digamos que não falta muito para o Android ter a participação de mercado que o Windows possui, cada qual, obviamente, em seu nicho.

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