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O supercomputador Watson – que, baseado em inteligência artificial consegue compreender e interagir com linguagem humana – deve chegar ao Brasil com foco inicial em atendimento ao cliente e em serviços públicos. A afirmação foi feita pela líder de Business Analytics e Optimization da IBM no Brasil, Katia Vaskys, , durante o Information On Demand (IOD), evento realizado em Las Vegas (Nevada, EUA) pela IBM nesta semana.
Kátia explicou que já existe, inclusive, demanda para isso no mercado nacional. “Existe uma demanda muito forte, especialmente em infraestrutura do governo brasileiro. Tudo o que se refere ao crescimento e ampliação das cidades deve facilitar a chegada da tecnologia ao País. Existe também demanda da indústria privada: fomos procurados por clientes que têm interesse focado em atendimento ao cliente”, explicou a executiva.
Em entrevista coletiva realizada também no IOD, Manoj Saxena, general manager da Watson Solutions, afirmou que o produto não estaria disponível em outras línguas até 2012. “O Watson entende inglês, particularmente o inglês dos Estados Unidos – que é bem diferente do inglês falado em outras partes do mundo”, brincara o executivo.
Como o supercomputador é baseado em inteligência artificial – formatada via criação de conexão de redes neurais artificiais – e tem como principal elemento a capacidade não somente de entender linguagem humana, mas também interagir com seres humanos – para que ele seja completamente adaptável a todos os idiomas ele precisa ser treinado, o que demandaria esforços específicos em cada idioma.
Kátia afirmou ainda que a tropilcalização da oferta deve ser feita aqui mesmo no Brasil, no laboratório de pesquisa e inovação que a IBM possui em São Paulo.