Com a morte de Steve Jobs, cujo anúncio ocorreu nesta quarta-feira (05/10), paira a grande dúvida sobre o futuro da companhia e da continuidade de sua importância para o mercado de tecnologia em geral. O que será da veia inventiva da Apple sem Jobs, que, apesar de afastado do cargo de CEO, atuava como presidente do conselho de administração?
Quando o executivo deixou o cargo de CEO, em agosto deste ano, alegando motivos pessoais – os quais todos sabiam que dizia respeito a seu quadro de saúde – o IT Web questionou o impacto do movimento com especialistas. A resposta foi direta: não haveria diminuição no ritmo de inovação nos dispositivos da marca, apontou o analista do Gartner Michael Gartenberg. Para ele, o time gerencial da empresa é de primeiro escalão e “qualquer um deles poderia ser o CEO da companhia por mérito próprio”.
Gartenberg destacara que o legado de Jobs não se trata apenas dos produtos que ele ajudou a trazer para o mercado, “mas também se trata da criação de um forte time de administração para continuar com a sua visão, mesmo se ele não fosse eleito como presidente do conselho diretor da companhia”.
Para encerrar, Gartenberg afirmara que a tradição de dispositivos inovadores da Apple é muito mais do que lançamentos. “A genialidade da Apple não se trata apenas de criar novas categorias de aparelhos, mas redefinir a existência daqueles que os usuários mais adoram.”
Tim Cook, ex-COO, que já vinha comandando a empresa desde que Jobs tirara licença médica, em janeiro, assumiu o cargo efetivamente em agosto.