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Visão sistêmica é ver o todo e agir a partir da consciência de cada parte. Não é necessariamente uma novidade pensar que esta seja a principal característica para um gestor. Mas a proposta feita pelo consultor de Administração Geral do Sebrae, Ruy Barros, é que este olhar holístico seja uma ferramenta de toda a equipe.
Além da visão sistêmica, outras competências bastante valorizadas atualmente, segundo Barros, são a abertura para mudanças e o empreendedorismo. São posturas pessoais que denotam comprometimento, mas que, por outro lado, demandam motivação.
“A motivação fica comprometida numa empresa onde o empresário continua vendo as pessoas como equipamentos”, afirma Barros. “A proximidade é fundamental. Isso garante condições de trabalho como um bom ambiente e a comunicação. Ambientes com pressão inibem a produtividade.”
Mas como não pressionar os colaboradores quando o mercado pressiona o empresário? Barros afirma que a solução é muito mais que um jogo semântico: dividir a pressão com os colaboradores. O consultor afirma que numa empresa onde o líder reúne a equipe para falar sobre os prazos apertados ou outra demanda pela qual esteja sendo pressionado, a resposta da equipe vem em forma de comprometimento pessoal.
Há uma mudança em curso no que se refere ao perfil profissional e ao perfil de liderança. Os profissionais são mais ousados, planejados e comunicadores; ao passo que as lideranças são mais próximas e dividem mais as responsabilidades. O modelo onde o líder ficava isolado já não tem mais lugar, segundo Barros.
“Por pesquisas sabe-se que hoje a questão da remuneração é a última coisa pela qual o funcionário deixa uma empresa”, afirma Barros. “Aquela ideia de que o funcionário troca a empresa por conta de cinquenta reais não é verdadeira. O ambiente de trabalho é muito mais valorizado, e muitas vezes o funcionário troca de emprego pelo mesmo salário por conta destas condições.”
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