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O planejamento estratégico dentro de um processo de desenvolvimento de software é parte fundamental quando o assunto é produtividade. Diversas técnicas e processos já foram apresentados por autores da área de gestão de pessoas, mas basicamente todos falam de um mesmo assunto: comprometimento.
O cenário atual do mercado de TI mostra um mercado muito aquecido e uma oferta deficiente de profissionais mais ou menos qualificados. A gestão dos processos, então, seria o ponto crucial para o nivelamento desta mão-de-obra.
Foco comum, capacidade de tomada de decisão, competência e capacidade de resolver problemas vagos são características de equipes que funcionam muito bem. A professora da pós-gaduação da Universidade São Judas, Ana Paula Serra, que falou sobre modelos de processos na melhoria da qualidade na produção de software durante a 4ª Conferência da Qualidade de Software, promovida pela ASR Consultoria e Assessoria em Qualidade, em São Paulo.
“As pessoas são peças-chave em qualquer modelo de processo de qualidade”, afirma Ana Paula. “Imposições de processos não funcionam. As pessoas têm que se comprometer, muito mais que apenas desempenharem suas funções nas organizações.”
O comprometimento das pessoas é a principal moeda dentro de um processo. E isso não é mensurável. O conjunto de resultados obtidos por teóricos da gestão, apresentados pela professora, levam a conclusões observáveis: As pessoas só assumem compromissos pessoais voluntariamente; Imposições são até aceitas, mas não geram comprometimento; cronogramas e planos corporativos podem não ser vistos pelos desenvolvedores como comprometimento pessoal.
Por outro lado é possível cercar os processos com metodologias tanto sobre os desempenhos pessoais quanto das equipes. Um modelo importante é o PSP (Personal Software Process), que é focado no desempenho individual e é aplicado pelo próprio funcionário. Na prática, o desenvolvedor mede seus próprios processos e faz um planejamento individual. Com isso, o profissional consegue argumentar prazos em função da qualidade.
“Muitas vezes um prazo é imposto e até é cumprido”, afirma Ana Paula. “O funcionário pode ficar até mais tarde, mas isso certamente pode gerar insatisfação. Neste caso a qualidade corre sérios riscos de estar comprometida.”
No caso do PSP, um ponto positivo na aplicação da metodologia é que ele serve como treinamento para certificações como o CMMI. Algumas etapas da certificação MPS.BR também são contempladas pelas competências desenvolvidas com o PSP, segundo a professora.
“Pesquisas feitas a partir do PSP mostram que há um aumento de até 30% na produtividade, além de uma precisão das estimativas de prazos dadas pelos desenvolvedores de até 10% para mais ou para menos”, conclui Ana Paula.