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Há um desafio no mercado brasileiro de desenvolvimento de software: uma padronização de processos que gere certificações e sistemas de qualidade. De posse deste desafio, a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) lançou, em 2003, o padrão Melhoria do Processo de Software Brasileiro (MPS.BR). A lembrança foi feita por Ana Regina Rocha, coordenadora da equipe técnica do modelo MPS, durante a 4ª edição da Conferência da Qualidade de Software, em São Paulo.
Além de cursos com cerca de cinco mil participantes desde 2004, a organização promoveu aproximadamente 300 certificações de empresas e, em março deste ano, iniciou as negociações para a implementação do modelo no México e América Latina.
“A implementação de melhorias em processos é um fenômeno sócio-cultural”, afirmou Ana Regina. “O objetivo da criação do MPS desde o início era fortalecer a indústria de software por meio desta melhoria de processos. A melhoria de processos não é opcional para as empresas.”
Anualmente, são feitas cerca de 90 avaliações de empresas que desenvolvem softwares. Segundo Ana Regina, hoje são avaliadas desde empresas com três funcionários até grandes organizações, como o Banco do Brasil ou a Marinha e a Aeronáutica.
O processo de certificação tem duração variável, mas em média leva de um ano a um ano e meio – entre implementação e avaliação. Os custos também variam. Segundo Ana Regina, avaliação e implementação dos primeiros níveis da certificação custa, em média, R$ 50 mil.
“A maior conquista não é necessariamente ter uma certificação brasileira, mas é termos um modelo que é apoiado pelo governo e tem uma representação ampla”, afirma Ana Regina. “O MPS mudou com certeza o cenário da engenharia de software no País.”
Para o próximo ano, a Softex prepara o lançamento da certificação MPS para empresas de serviços de TI.