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A maioria dos fracassos empresariais não é causada por produtos inadequados. A afirmação foi feita por Claudio Nasajon, professor de planejamento de negócios na PUC-Rio, na palestra “Modelagem de Negócios”, realizada durante o XXII Encontro GeneXus, que ocorre entre 12 e 14 de setembro em Montevidéu, Uruguai.
“No Brasil, menos de 10% dos empreendimentos falham por produtos inadequados. A falta de clientes é que fazem o produto falhar”, comentou, ao citar uma pesquisa realizada pelo Sebrae. “Hoje, com planos de negócios 38% das empresas perduram por cinco anos.”
Segundo ele, é preciso seguir um processo que cria várias dimensões de negócios para que se tenha sucesso.
Primeiro o profissional deve identificar o clientes para cada uma delas, a forma de pagamento mais adequada, os canais possíveis de vendas, os tipo de relação com o cliente, qual a proposta de valor do produto, quais as atividades-chave que ele deve ter sob controle, quais recursos utilizar para levar o projeto a diante, quem serão os associados para que ele consiga levar o projeto à frente e, por último, custos da iniciativa.
Em seguida, é preciso gerar diversas possibilidades de aplicação possíveis, identificar as de maior valor e provar as hipóteses antes de colocar o plano em práica. E como fazer isso? Segundo ele a resposta é simples: o empreendedor deve criar questionários e fazer um protótipo “sem muito investimento, uma versão beta, algo muito simples”.
E muito se engana quem acredita que depois disso acabou o trabalho duro. De acordo com Nasajon, “sempre ajustar o modelo de negócios também faz parte do trabalho”.
*A jornalista viajou ao Uruguai a convite da Artech