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Quando o Motorola Xoom foi lançado em fevereiro tinha acesso a apenas duas dúzias de aplicativos que eram otimizados para o sistema operacional Android 3.0 Honeycomb. Um mês depois, o número mal chegava a 50 apps. Após quatro meses a quantidade de apps dedicados para o Honeycomb continua praticamente a mesma.
De fato, não consegui contar mais de cem. Espero estar errado, e que haja pelo menos mil apps para a plataforma.
Como é possível tão poucos apps escritos para o Honeycomb? Tenho algumas respostas:
Há somente meia dúzia Androids no mercado – o Motorola Xoom, LG G-Slate e o Samsung Galaxy Tab 10.1 são os principais – e até agora nenhum conseguiu abalar as vendas do iPad de modo significativo. Como disse anteriormente, talvez os desenvolvedores estejam cautelosos e esperando para que os dispositivos Honeycomb decolem.
O Google anunciou o Honeycomb 3.1 em maio e ele tem um novo painel de software de desenvolvimento para a atualização do sistema, que inclui novos recursos. Mas isso foi há seis semanas, os desenvolvedores já deveriam ter criado apps, certo? Aparentemente não.
Então o que trava os desenvolvedores? É difícil escrever para o Honeycomb? Não há massa o suficiente nos tablets que valha o esforço?
A minha teoria é que a culpa é do Ice Cream Sandwich. O SO é a versão do Android que o Google disponibilizará a partir de setembro deste ano. A plataforma oferece um benefício importante sobre o Gingerbread e o Honeycomb: ela combina os dois.
Isso é importante porque os desenvolvedores irão – em teoria – escrever apps que rodam tanto em smartphones quanto em tablets. Hoje, eles têm que criar seus aplicativos para ambas as plataformas. E talvez eles estejam esperando pelo Ice Cream Sandwich e seus SDKs/ APIs ficarem disponíveis antes de mirarem no mercado de tablet Android.
O que me incomoda nessa teoria é que era esperado que um grande número de desenvolvedores não tivessem essa atitude e que escrevessem apps para o Honeycomb independentemente de sua atualização.
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