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por por Luciana Leocádio | Ativa Corretora*
Análise | 2 de maio de 2011

OI confirma resultado fraco no 1T11

Leia trechos de análise produzida pela Ativa Corretora

A Telemar divulgou ontem à noite seus números referentes ao 1T11, que vieram em linha com nossas expectativas em termos operacionais e abaixo no bottom line, porém um piores que as expectativas consenso do mercado de um modo geral.

Visão Ativa – Neutro, na medida em que confirmou nossas expectativas de deterioração para os números da Telemar neste início do ano, fruto de uma estratégia comercial mais agressiva na telefonia móvel, que parece estar prejudicando tanto o top line quanto margens. Excluindo o que a empresa atribui a “efeitos não-recorrentes”, a margem EBITDA teria sido de 30%, ainda assim baixa, em nossa opinião. A falta de visibilidade para os resultados deste ano afeta nossa visão para a companhia no curto prazo, o que nos leva a recomendar cautela com os papéis do grupo. Lembramos que, embora o bottom line tenha sido influenciado por itens não-recorrentes, o fato de iniciar o ano quase R$ 400 milhões negativo prejudica a tese dividendos da empresa.

Telefonia móvel prejudica 1T11. Ao contrário do que vínhamos observando em trimestres anteriores, a receita de telefonia móvel apresentou recuo de 10%QoQ e baixo crescimento YoY, de somente 2,3%, com ARPU menor em 11,9%QoQ e 5,0%YoY, o que, aliado à maior deterioração da fixa e maiores descontos concedidos, levou à queda de 5,0%QoQ e de 7,1%YoY, em linha com o esperado.

Custos e despesas não cede, prejudicado ainda por provisões. Os gastos operacionais cederam somente 1,5%QoQ e elevaram-se 0,4% YoY, apesar do recuo da receita, com maiores gastos em algumas linhas como 3os (+1,9%YoY), pessoal, (+8%YoY), propaganda (+11%YoY), aluguéis e seguros (+10%YoY). Além disso, a empresa provisionou R$ 107 milhões relacionados a eventos que classifica como não recorrentes.

Bottom line prejudicado por não-recorrentes. Com prejuízo de R$ 395 milhões, pior que nossa expectativa de R$ 242 milhões, o resultado da Oi foi prejudicado não somente pela piora do desempenho operacional, mas também com não-recorrentes de R$ 488 milhões na despesa financeira.

**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação

Saiba mais:

Especial: PT, Vivo, Oi e Telefónica

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