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por Paul McDougall | InformationWeek EUA
Parte 2 | 12 de janeiro de 2011

Sete maneiras de salvar a Microsoft em 2011

Se Redmond não conseguir se adaptar ao cenário mais competitivo em décadas, vai ficar ainda mais para trás da Apple e do Google

O ano de 2010 começou com um golpe para a Microsoft. A companhia estava aguardando o momento para o lançamento de seu Windows 7, em outubro. O CEO da empresa, Steve Ballmer, comandou o palco no Consumer Eletronics Show para falar sobre os planos para o tablet e a introdução da rede social de celulares KIN, que prometia restaurar o lugar da companhia no mercado de celulares e conquistar uma nova geração de usuários.

Depois de 12 meses, o Windows 7 está vendendo bem, mas o real alvoroço em sistemas operacionais foi roubado pelo Google, que esse ano irá introduzir uma série de netbooks carregados com seu Chrome OS. Os tablets que usam o Windows não são vistos em lugar algum, e o KIN morreu uma morte precoce fomentada por vendas abismais. Com esses desafios em mente, aqui estão sete estratégias que a Microsoft deveria perseguir esse ano para restaurar a sua credibilidade.

Acompanhe as três outras ideias

5. As perdas do Sólido Explorer. O Internet Explorer, que já obteve mais do que 90% da mercado de navegadores, sofria quedas mês a mês, mas teve uma queda ainda maior na sua participação em dezembro, caindo de 57,1% e atualmente ficando atrás do Firefox Mozilla na Europa. Parte da razão da queda do IE é refletida na luta da Microsoft em outras áreas.

Por exemplo, enquanto mais computadores vão para plataformas móveis que não são da Microsoft, outros navegadores móveis vão começar a dominar. Além disso, a Microsoft não está acostumada a ter real competição no mercado de navegadores. Mas com a chegada de versões mais maduras do Firefox e do Chrome e, também, quando a União Europeia exigir que a Microsoft ofereça aos consumidores europeus acesso às equivalentes alternativas ao IE, Redmond deve responder.

Com seu completo suporte para HTML 5, CSS3, ICC Color Profiles e outros modernos padrões de rede, o Internet Explorer 9 – agora em versão beta – tem o potencial de ajudar a Microsoft a parar o sangramento com a versão final for lançada esse ano.

6. Restaurar a estabilidade de gestão. Nos 18 meses que se passaram, a entrada para o centro de operações da Microsoft tem mudado mais rápido do que o painel de juízes do American Idol.

Os principais executivos que partiram, seja por vontade própria ou por “razões pessoais”, inclui o Presidente da Divisão de Negócios Stephen Elop (agora CEO da Nokia), o VP de estratégia do Windows Mike Nash, o diretor de programa do Genuine Software Alex Kochis e o VP sênior do Windows Bill Veghte que se mudou para a HP. Ray Ozzie, que foi trazido para dar o chute inicial nos esforços em nuvem da Microsoft, em outubro anunciou sua intenção em sair após um período de transição.

Ballmer precisa achar um caminho para por um fim no atrito, rápido. Caso contrário, a instabilidade interna da Microsoft pode descarrilar seus esforços para responder ao mais competitivo mercado de computação em décadas.

7. Readquirir relevância. Se a Microsoft fizer todos os tópicos acima de maneira correta, poderá atingir o sétimo, e talvez a mais importante tarefa na lista do que tem que ser feito em 2011 – se tornar relevante em assuntos tecnológicos novamente. Em nenhum outro momento da história a companhia tem tido um papel tão às margens como aconteceu em 2010, onde os negócios e tecnologias de ponta se focaram na Apple, Google, Facebook, Groupon e outras companhias percebidas como as marcas em destaque da nova década.

A Microsoft tentou recuperar o fator “legal” em 2009 com uma série de comerciais estrelando Jerry Seinfeld e Bill Gates. As respostas a isso mostraram uma reação “O que é isso?” dos telespectadores e críticos. Em 2011, a Microsoft precisa deixar seu R&D e engenheiros de capacidade fazer o que sabem e aparecerem com novos produtos que irão ditar o tom e dançar por eles mesmos.

Kinect é um bom começo, mas a companhia precisa pelo menos mais alguns grandes sucessos para definir sua agenda. Caso contrário, 2011 pode ser outro longo ano em Redmond.

Veja mais:

Parte 1 – Sete maneiras de salvar a Microsoft em 2011

Microsoft perde espaço e IE fica abaixo dos 50%  

Especial 2010: as 10 notícias da Microsoft 

Especial Microsoft: principais notícias do ano 

As dez principais notícias sobre a Apple em 2010 

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