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Até o presente momento nenhum dos principais candidatos à Presidência da República se manifestou em relação ao setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) com o devido rigor que o segmento merece. Um mercado que, em 2009, representou US$ 141,9 bilhões, carece de políticas fortes envolvendo diversos pontos, entre eles a qualificação de mão-de-obra, um problema que o Brasil enfrenta não apenas em TI, mas na construção civil, serviços técnicos em geral, entre outros.
Durante a apresentação do documento “O Valor Estratégico de Tecnologia da Informação”, o presidente da Brasscom, Antônio Carlos Gil, frisou que o segmento de TI continuará crescendo em taxas superiores à do PIB sendo que, em 2010, a previsão é de um avanço de 15%. “Em 2020 teremos menos mão-de-obra, os países-chave passarão por envelhecimento, como Estados Unidos, Japão e Europa. A solução estará deste lado do Atlântico”, aponta.
Para atender ao crescimento acelerado do setor, Gérson Schmitt, presidente da Associação Brasileira de Software (Abes), estima que serão criados 750 mil postos de trabalho em dez anos. “Só para 2010 a defasagem é de 70 mil e para formar um profissional se leva de três a cinco anos, fora a experiência necessária no início de carreira.”
Os cálculos da Softex apontam que, no ritmo atual, até 2013, o País sofrerá com carência de 200 mil profissionais para o setor. Para dar conta desse problema, é preciso a criação de políticas que fomentem a formação, pensando não apenas em universidade e cursos técnicos, como também no inglês. Além disso, é necessário repensar a universidade como um todo para evitar a evasão que se assiste atualmente nos cursos de tecnologia.
“Brasil precisa entender que no mundo globalizado precisa inglês. A China tem um programa para treinar 300 milhões de pessoas em inglês. O Japão ficou em desvantagem em relação ao idioma quando comparado com a China”, comenta Gil. Ele lembra ainda, que a pirâmide de mão-de-obra no Brasil está como um pentágono, onde muito profissional com alta qualificação presta serviço da base, afetando a competitividade pelo custo alto.
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