Você será redirecionado em 8 segundos

ITWeb agora é IT Forum 365! Uma nova Comunidade onde você encontrará todo o conteúdo de qualidade do ITweb a que estava habituado mas com novas POSSIBILIDADES de interação com os participantes desse novo mundo. Venha participar deste novo momento na comunidade de TI com Interação, Colaboração, Apresentações e muito mais. Faça seu cadastro e seja bem-vindo!

Melhores instrumentos e modelos podem ajudar os cientistas a prever secas com antecedência

As secas, um dos eventos climáticos mais extremos, como as que prejudicaram a plantação de trigo na Rússia há dois anos e atacou os Estados Unidos em julho de 2012, são mais complicados do que se imaginam. Ao contrário dos furacões e tornados, as secas não têm um início ou término óbvios. Na verdade, não existe uma clara definição para este evento climático, o que dificulta a mensuração ou monitoramento, e pior ainda a previsão.

Mas com melhores observações da Terra, dos oceanos, da atmosfera e melhorias nos sistemas de computadores, cientistas acreditam que estarão mais capacitados para prever as chances de uma seca devastadora com até uma década de antecedência, e atestar se chegará de repente ou se durará por alguns meses. Hoje, cientistas podem prever secas com apenas três meses de antecedência na maior parte do mundo com significância relativa.

“Prever secas é uma ciência inexata,” diz Brian Fuchs, climatologista do NDMC – National Drought Mitigation Center (em tradução livre, Centro Nacional de Mitigação da Seca), em Nebraska-Lincoln. “As secas são tipicamente caracterizadas pelo início lento e recuperação demorada. Pegar sinais de algo que acontece durante semanas ou meses é difícil nos atuais modelos de computadores.”

Esse evento climático envolve uma lista inesgotável de fatores aparentes: desde elementos locais como nível de águas subterrâneas, vazão, umidade, solo e vegetação, como outros padrões climáticos globais, como El Niño e La Niña. Todos esses mudam durante diferentes períodos de tempo, de dias a décadas, e muitos estão interligados. O aquecimento global é um exemplo de mescla desses fatores.

Todavia, cientistas nos Estados Unidos têm produzido ferramentas sofisticadas para monitorar e prever as secas. Planejadores de recursos e políticos confiam principalmente no U.S. Drought Monitor, um mapa online de aridez que é atualizado semanalmente desde 2000 pelo Departamento de Agricultura, NOAA (Administração Nacional do Oceano e Atmosfera), e pelo NDMC. O monitor combina diversos índices matemáticos, calculados pela temperatura sentida pelos monitores de computador, precipitações e dados da umidade do solo. Os dados físicos são gerados pelos satélites em órbitas polares do NOOAA e pela temperatura do terreno, chuvas e medidores de neves. “Os Estados Unidos lideram o monitoramento de seca,” diz Fuch. “Muitos outros países estão tentando competir com o monitor de seca americano.”

Embora o monitoramento seja feito há décadas, as previsões de seca ainda estão imaturas. Atualmente, isso combina ciência e arte, e o único local onde é feito a medição em escala nacional é o Centro de Previsões Climáticas do NOAA, em Camp Springs, Maryland. Duas vezes por mês, meteorologistas produzem subjetivamente o U.S. Seasonal Drought Outlook (em português, Perspectivas de Secas Sazonais), que prevê condições para os próximos três meses.

Para criar este relatório, cientistas mesclam dados do Monitoramento de Secas com as informações da umidade do solo e as previsões elaboradas pelo CPC da NOAA, dos últimos três meses, com as temperaturas e a pluviosidade. Eles também incorporam as condições climáticas atuais, juntamente com as temperaturas e quantidade de chuvas atingidas ao longo deste período.

As perspectivas de temperatura e chuva vêm do modelo climático da NOAA, que funciona em computadores com estrutura principal da IBM Power6, e leva 12 horas para finalizar uma simulação.

O modelo, que revelado há sete anos, casa modelos de oceano e atmosfera que tinham que funcionar separados antigamente, explica Dan Collins, prognosticador do CPC (NOAA). A nova versão, que entrou em operação este ano, foi melhorada e inclui fatores como mares, ilhas de gelos, pontos de fusão e alterações dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera.

Collis explica que computadores modernos e poderosos tornarão possível incluir mais detalhes físicos e componentes climáticos. “Queremos simular melhor a forma como cada nuvem se forma ou vapores de água do solo”, afirma.

O uso maior de computadores proporcionará também etapas nas simulações em menor tempo e distância – em alguns minutos e em poucos quilômetros, em vez de horas e dezenas de distância, como é usado atualmente. Isso irá melhorar a habilidade de capturar menores e mais bruscas mudanças de temperatura e precipitação de chuvas.

Outro avanço esperado no decorrer dos próximos anos inclui redes de observação de terrenos mais amplas e o satélite polar de última geração da NOAA, cujo lançamento está planejado para 2016 e será equipado com os mais avançados geradores de imagens e infravermelhos que produz dados com maior resolução temporal e espacial.

Eles informarão melhor os dados de temperatura, de chuvas e da umidade do solo, que melhorará a precisão para a previsão de secas, explica Fuchs.

Os mapas do monitoramento de secas se tornou mais refinado nos últimos 12 anos, por causa das melhorias de resolução gerada pelos satélites, ele explica. E mais, a NASA está desenvolvendo instrumentos de satélite-base que serão melhores para mensuração da umidade do solo, adiciona o pesquisador. Atualmente o monitoramento usa a umidade do solo que é estimada indiretamente pelos modelos de computadores, baseados nas chuvas e observação de temperatura.

Collins antecipa que as previsões de seca em longo prazo poderão ser visualizadas daqui a cinco anos, a partir de hoje. Isto ocorrerá quando os cientistas da NOAA estimam estar no próximo passo do modelo climático, que inclui flutuações climáticas de uma década. Eles esperam fazer isto simulando as flutuações de longo prazo já conhecidas, como as do Oceano Atlântico.

Fuchs diz: “Prevejo que continuaremos a ver a evolução do monitoramento e previsão de secas, e a tecnologia será um fator determinante para isso.”

Notícias PRNewswire